
Como é ser vegan
Ontem estava junto ao matadouro da Sicasal e percebi que realmente o ativismo já não é algo diferente. É normal. Estou lá, como podia estar em casa a jantar com a família.
Nâo preciso da foto, nem preciso de publicar nada; faz parte de mim. Espero que faça sempre. Deixou de ser um esforço, passou a ser algo normal.
E estava a pensar em como as pessoas no matadouro, algumas, nos falam bem. E como da minha parte terão sempre o meu respeito e carinho até. Não tenho legitimidade para criticar ninguém. Nem que tivesse. Nâo teria que maltratar ou insultar alguém.
Mas mais do que isso, como é ser vegan ou tentar ser vegan. É tranquilo, fácil, pacífico. É amar mais, é saber mais, é dedicar-me mais. É muito fácil, é muito mais saudável, e sinto-me incrivelmente melhor. A todos os níveis.
Ontem também conheci a Andreia, com dezassete anos. Fico tão feliz por haver alguém que consiga ser vegan sem ter referências visíveis, amigas, familiares. É porque percebeu que tinha de ser. Com apenas 17 anos. Ir contra pais, sociedade, médicos, amigos, tudo e ser algo que é convictamente porque afinal é óbvio que não faz sentido não ser vegan.
E não faz mesmo.